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    Subindo no Telhado

    A partir de hoje só postarei textos e besteiras afins no http://gustavoraft.blogspot.com/ que passa a ser o meu novo Blog. Estou mudando pq acho q as ferramentas de lá são melhores, além do fato que por lá consigo dar uma visibilidade melhor para essa porcaria.

    Esse aqui vai continuar jogado nesse mar de bits mas ele morreu, subiu no telhado, bateu as botas, deitou o cabelo, enfim, já era.

    Não me abandonem. beijunda pra todos.



    Escrito por Gustavo Raft às 11h48
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    ...Introdução

    Ao retratar a ZBM não falamos apenas de prostitutas e boemias, mas de todo contexto histórico e cultural, do período entre duas guerras mundiais, em que a zona nasceu e se inseriu. Naquele momento a humanidade vivenciava momentos tristes de sua trajetória, via, por exemplo, nascer e morrer a segregação racial e social do nazismo. Nesse mesmo período o capitalismo se fazia mais forte, e a relação de forças das nações se modificava radicalmente para configurar a conjuntura política internacional contemporânea. Nesse período víamos nascer os métodos para a obtenção de vantagens econômicas sob o verniz de um conceito de democracia americana, que subjuga outros povos por meio das armas, sempre em detrimento dos direitos universais da pessoa humana. O capitalismo financeiro se consolidou, e impregnou as relações sociais com a transformação do ser humano em mercadoria e a eleição do dinheiro e do lucro ao mais alto patamar de importância na nossa civilização.

    Nossa Ilha não se rebelou a essa nova ordem social, na sua mais singela contribuição, materializou o trato desigual e oficializou as diferenças não apenas com a criação da ZBM, mas também com um programa de profilaxia social que objetivava afastar do centro da cidade e do convívio das famílias da elite e classes médias, os pobres, miseráveis e doentes. Seguindo as tendências de todo o mundo, a sociedade ludoviscense parece não ocultar o passado. Ao contrário, olha para traz e transmite para frente a realidade, modificada, adoçada, dourada e glamorosa. A exploração da mulher, o engodo, a violência, as famílias destroçadas, as humilhações, o crime, e a hipocrisia são esquecidos, e em seu lugar ficam apenas os bailes, os vestidos, os sapatos bicolor, as danças de salão, a taça cheia e a cama quente. 



    Escrito por Gustavo Raft às 21h53
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    ... Introdução

    Ao falar dos vícios do ócio e da mentira no sermão da quinta dominga da quaresma Padre Antônio Vieira censura não apenas mexerico, mas principalmente o maldizer. Essa crítica será ratificada por Aluízio Azevedo, um dos filhos mais ilustres de São Luís, na trama da história contada na obra “O Mulato”. Essa característica maranhense também aparece quando se começa a falar do passado de São Luís e principalmente quando esse passado é a Zona do Baixo Meretrício – ZBM.

    Contar a história de São Luís é um exercício permanente de se caminhar entre a realidade e a lenda. As estórias dessa cidade cheia de subterrâneos, com serpentes, fantasmas, maldições e assombrações permeiam a forma da história ser transmitida pela oralidade se desprendendo em diversos pontos do que realmente aconteceu, e faz com que histórias se moldem ao que os contadores gostariam que pudesse ter sido.

    A transmissão da história da cidade fica ainda mais deturpada quando passada pelas línguas de uma sociedade economicamente falida, aristocratizada, preconceituosa, e saudosa de um distante e curto período de apogeu econômico.

    Dessa forma que a ZBM entrou para a história do Maranhão, como um marco de uma época de glamour e boemia, características positivas que têm se exclusivisado na transmissão da memória oral de São Luís. Porém essa história é maior e não só antecede o século XX, como também reúne outras situações bastante antagônicas como alegrias e tristezas, luxo e miséria, amor e violência, liberdade e preconceito.

    Com a freqüência restrita aos homens, mas com influência sobre toda vida social, cultural, política e sexual de São Luís, a ZBM se tornou um assunto curioso, gostoso de ser lembrado por suas histórias cheias de peripécias, patifarias e lendas. Contudo é tema ainda restrito à conversas fechadas do tipo que acompanha muito bem uma cerveja gelada e continua proibido e impróprio de ser tratado em público, principalmente se for para dar nome aos personagens públicos que escreveram essa história com suas vidas e cotidianos.

    Alguns trabalhos acadêmicos já abordaram a ZBM, assim como reportagens televisivas e livros publicados. Em todos eles ocorrem um dos dois casos, ou a ZBM não é o foco principal da pesquisa, ou é tratada por seu referencial pitoresco com alusões quase apológicas à prostituição.

    O tema deste trabalho surgiu durante a disciplina de Rádio II, então ministrada pelo falecido professor Raimundo Coelho Neto. Na ocasião foi solicitado dos alunos a criação de um programa de rádio no formato de documentário. Nas entrevistas e pesquisas realizadas na época percebemos que o tema poderia ser melhor explorado pelo rádio tornando a história de São Luís mais acessível para todos.



    Escrito por Gustavo Raft às 21h07
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    INTRODUÇÃO

    A ZBM

    “(...)Cuidavam e diziam os sábios antigos, que em diferentes ilhas do mundo reinavam diferentes deidades: que em Creta reinava Júpiter, que em Delos reinava Apolo, que em Samos reinava Juno, que em Chipre reinava Vênus, e assim de outras. Se o império da mentira não fora tão universal no mundo, pudera-se suspeitar que nesta nossa ilha tinha a sua corte a mentira. Todas as terras, assim como tem particulares estrelas, que naturalmente predominam sobre elas, assim padecem também diferentes vícios, a que geralmente são sujeitas. Fingiram a este propósito os alemães uma galante fábula. Dizem que quando o diabo caiu do céu, que no ar se fez em pedaços, e que estes pedaços se espalharam em diversas províncias da Europa, onde ficaram os vícios que nelas reinam. Dizem que a cabeça do diabo caiu em Espanha, e que por isso somos furiosos, altivos, e com arrogância graves. Dizem que o peito caiu em Itália, e que daqui lhes veio serem fabricadores de máquinas, não se darem a entender, e trazerem o coração sempre coberto. Dizem que o ventre caiu em Alemanha, e que esta é a causa de serem inclinados à gula, e gastarem mais que os outros com a mesa e com a taça. Dizem que os pés caíram em França, e que daqui nasce serem pouco sossegados, apressados no andar, e amigos de bailes. Dizem que os braços com as mãos e unhas crescidas, um caiu na Holanda, outro em Argel, e que daí lhes veio - ou nos veio - o serem corsários. Esta é a substância do apólogo, nem mal formado, nem mal repartido, porque, ainda que a aplicação dos vícios totalmente não seja verdadeira, tem contudo a semelhança de verdade, que basta para dar sal à sátira. E, suposto que à Espanha lhe coube a cabeça, cuido eu que a parte dela que nos toca ao nosso Portugal é a língua, ao menos assim o entendem as nações estrangeiras que de mais perto nos tratam. Os vícios da língua são tantos, que fez Drexélio um abecedário inteiro e muito copioso deles. E se as letras deste abecedário se repartissem pelos estados de Portugal, que letra tocaria ao nosso Maranhão? Não há dúvida, que o M. M - Maranhão, M - murmurar, M - motejar, M - maldizer, M - malsinar, M - mexericar, e, sobretudo, M - mentir: mentir com as palavras, mentir com as obras, mentir com os pensamentos, que de todos e por todos os modos aqui se mente. Novelas e novelos, são as duas moedas correntes desta terra (10), mas têm uma diferença, que as novelas armam-se sobre nada, e os novelos armam-se sobre muito, para tudo ser moeda falsa.(...)”

    Padre Antônio Vieira Sermão da Quinta Dominga da Quaresma, Na Igreja Maior da Cidade de São Luís no Maranhão. Ano de 1654.



    Escrito por Gustavo Raft às 21h02
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    BECOS, LADEIRAS E PROSTITUTAS

     Um projeto de documentário para rádio 

     

    RESUMO

    Adaptação para a linguagem radiofônica de estudos científicos realizados sobre o passado da zona do baixo meretrício da cidade de São Luís no Maranhão. Faz-se a relação entre a história recente da prostituição com o desenvolvimento econômico e social ludoviscense. Propõe um documentário em áudio sobre a história do meretrício no centro histórico da capital maranhense.

     

     

    Palavras-chave: Documentário. Zona. Prostituição. São Luís. Maranhão.



    Escrito por Gustavo Raft às 21h02
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    Remorso

    (Olavo Bilac)

    Às vezes, uma dor me desespera...
    Nestas ânsias e dúvidas em que ando,
    Cismo e padeço, neste outono, quando
    Calculo o que perdi na primavera.

    Versos e amores sufoquei calando,
    Sem os gozar numa explosão sincera...
    Ah! mais cem vidas! com que ardor quisera
    Mais viver, mais penar e amar cantando!

    Sinto o que esperdicei na juventude;
    Choro, neste começo de velhice,
    Mártir da hipocrisia ou da virtude,

    Os beijos que não tive por tolice,
    Por timidez o que sofrer não pude,
    E por pudor os versos que não disse!



    Escrito por Gustavo Raft às 02h07
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    Soneto De Separação

    Vinicius de Moraes

     

    De repente do riso fez-se o pranto
    Silencioso e branco como a bruma
    E das bocas unidas fez-se a espuma
    E das mãos espalmadas fez-se o espanto

    De repente da calma fez-se o vento
    Que dos olhos desfez a última chama
    E da paixão fez-se o pressentimento
    E do momento imóvel fez-se o drama

    De repente não mais que de repente
    Fez-se de triste o que se fez amante
    E de sozinho o que se fez contente

    Fez-se do amigo próximo, distante
    Fez-se da vida uma aventura errante
    De repente, não mais que de repente



    Escrito por Gustavo Raft às 10h09
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    POLITICAMENTE CORRETO

    Novidades tecnológicas, invenções, novas formas de se fazer coisas conhecidas. Isso tudo pode acontecer em duas específicas épocas, o carnaval, e as eleições. Por isso eu sempre espero no carnaval uma peruca nova, uma música hilária, um spray ou uma tinta, alguma coisa de fazer barulho... sei lá, sempre tem algo novo no carnaval. Já nas eleições, nem imagino a semelhança, também sempre tem novidade, é o adesivo de carro, a internet, a forma de divulgar, é impressionante, mas sempre acham algo novo a cada dois anos.

    Esse carnaval teve uma novidade, eu que já vi o “rala o pinto”, a dança na boquinha da garrafa, lapada na rachada... o Bráulio! agora vi a perseguição ao pinto mijão. Todos se concentraram em reeducar os pintos mijões. Tá certo, mas é de admirar como uma mijadinha no lugar errado pode mobilizar um país inteiro, mas a prostituição infantil passa despercebida, como uma campanha para usar sacolas de pano no lugar de sacolas plásticas.

    Aí já podem até dizer, “aquele é um bom homem, mija no lugar certo, leva sua sacola de pano ao supermercado, junta o coco do cachorro da rua, ele é até filiado ao Greenpeace. Ele só tem esse costume estranho de sair com meninos de 15 anos”.



    Escrito por Gustavo Raft às 18h08
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    A intolerância

    Eu sou um intolerante assumido. Não aderi a moda de aceitar tudo pela diversidade e pelo raio que parta. Não, se eu gosto tudo bem, se eu não gosto digo logo. Muitas vezes isso parece grosseria, quase sempre é politicamente incorreto, mas eu não estou nem ligando.

    Assistindo ao BBB10 vi que a polêmica do momento é a intolerância do Marcelo Dourado com os modos sandalhisticos do Serginho. Não adianta o Careca de moicano dizer que é tolerante, pois está na cara dele que não suporta as afetações do colega de casa. Mas eu não o condeno, nem por não tolerar e muito menos por tentar mascarar isso, se contrário fosse já teriam defenestrado o Dourado da casa.

    Atualmente com o grande fluxo de sexualidades saindo do armário é cada vez mais complicado assumir-se heterossexual. Pior, a assunção da heterossexualidade é interpretada pelo coletivo colorido como intolerância, preconceito e vem sempre acompanhado de uma pseudo análise psicológica de que a pessoa tem recalques e que é na verdade um gay enrustido.

    Ocorre que a necessária auto afirmação gay promovida nos últimos 20 anos precisa de se ajustar. A sociedade já assimilou que homossexualismo não é patologia, já é censo comum que violência aos gays é inaceitável e que essa que realmente precisa de tratamento e análise psicológica.

    Mas voltemos ao assunto, a intolerância com as afetações. É a mesma intolerância que se desenvolve com o Marcelo Dourado quando se mostra um heterossexual do tipo machão. Então podem falar mal do cara por arrotar, por peidar, por ser grosso, mas ele não pode reclamar do Bamby saltitando quase nu pela casa. Ora, que tolerância é essa de mão única?

    Esse debate sobre o BBB10 resume o comportamento da sociedade. Eu reafirmo sou intolerante, mas não com a opção sexual das pessoas, eu não tolero a hipocrisia dos sem opinião publicada, mas cheios de pré-conceitos.

     

     



    Escrito por Gustavo Raft às 19h28
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    Glória Tim Tones!

    Nos portais do escurecer,

    Frente às trevas do pavor.

    Sob a luz do bem querer

    Gloria ao nosso salvador

    No negror da antiga era,

    Nasce a luz de uma quimera

    Gloria ao nosso redentor

     

     

    Tim Tones Glória Tim Tones

    Oásis nos desertos da dor

     

    Tim Tones Glória Tim Tones

    Bonança nos tempos do amor.



    Escrito por Gustavo Raft às 22h11
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    Finlandês procurado pela Interpol é preso em São Luís

     

    Por Gustavo Raft

    São Luís – Um finlandês foi preso na noite desta quinta-feira, 24, em São Luís, no Maranhão, por contrabando e maus tratos de animais, enquanto tentava reanimar uma rena que desmaiou devido desidratação. Conforme a polícia o flagrante se deu quando Nicolau Joulupukki, o Papai Noel como é conhecido, pousou com seu trenó puxado pelas renas na reserva do Batatã.

    Sem apresentar documentos para ser identificado Nicolau Joulupukki, apresentava comportamento estranho dando muitas risadas. “Ele tinha as faces muito vermelhas e ria muito, parecia estar sob efeito de drogas”, revelou um dos policiais. O trenó conduzido por Nicolau estava repleto de brinquedos embrulhados para presente e sem nota fiscal, que ele estaria trazendo da Finlândia para entregar para crianças na capital maranhense.

    A prisão do Papai Noel ocorreu após José de Ribamar Sousa, morador das imediações do Batatã, ter ligado para a polícia denunciando o pouso de um objeto não identificado que deixava um rastro de luz no céu. Ao ser abordado por policiais militares o suspeito tentou ainda se livrar do flagrante de maus tratos às renas oferecendo presentes ao sargento Raimundo Nonato Santos que lhe dera voz de prisão.

    Na delegacia Nicolau Joulupukki confessou que os brinquedos seriam entregues para diversas crianças e adolescentes com os quais mantém contato por correspondência e pela internet. Para o delegado João Severiano, a prisão do Papai Noel pode esclarecer várias denúncias de invasão de domicílio, na noite de natal ocorridas há vários anos.

    O contrabandista, também suspeito de pedofilia responde a processos em diversos países por falsidade ideológica, formação de quadrilha e estelionato. Os grupos ambientalistas Greenpeace e WWF estão enviando representantes para acompanhar o caso. A justiça finlandesa também se pronunciou pedindo a extradição do Papai Noel para que ele seja julgado por exploração de trabalho escravo, crime cometido em sua fábrica de brinquedos onde vários anões são mantidos presos em condições sub-humanas com jornadas de trabalho superiores a 18 horas por dia, passando frio e fome.

    Enquanto analisa o caso, o STF determinou que Nicolau Joulupukki, seja mantido preso nas dependências da polícia federal em Brasília, para onde ele será levado na próxima segunda-feira. As renas foram encaminhadas para a Universidade Estadual do Maranhão – UEMA, onde serão alimentadas e hidratadas.

     



    Escrito por Gustavo Raft às 10h34
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    BARRIGA É BARRIGA...

    *Arnaldo Jabour

     Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais. Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte. Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna:

    A tartaruga com toda aquela lerdeza, vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos?

    Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O letrista compositor e intérprete baiano era conhecido como pai da preguiça. Passava 4/5 do dia deitado numa rede, bebendo, fumando e mastigando. Autêntico marcha-lenta, levava 10 segundos para percorrer um espaço de três metros.Pois mesmo assim e sem jamais ter feito exercício físico viveu 90 anos.

    Conclusão: Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai dessa enquanto você ainda tem saúde...

    E viva o sedentarismo ocioso!!! Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo.. Você terá toda a eternidade para ser só osso!!!

    Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA!! Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDA!!! O elefante só come verduras e é GORDOOOOOOOOO!!!

    VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!!!

    Você, menina bonita, tem pneus? Lógico, todo avião tem! E nunca se esqueçam: "Se caminhar fosse saudável, o carteiro seria imortal."

    E lembrem-se sempre: Celulite quer dizer - EU SOU GOSTOSA!

    Em braile.



    Escrito por Gustavo Raft às 20h24
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    Faz um milagre em mim

     

    Para seguir a onda de analisar músicas evangélicas...

    Não tem como não ter ouvido outra música que está nas paradas de sucesso. Faz Um Milagre em Mim, do Regis Danese, foi popularizada e se tornou um hit do momento em todos os estilos, tem axé, forró, deve ter até rock e bossa nova.

    Todo mundo escuta, meus filhos (católicos) cantam, é uma febre. Até o colega, filho da puta de plantão, estava ouvindo. Então fui ouvir e entender a letra. Que tanto dizia essa música, além da melodia agradável, que atrai tantas pessoas?

    Faz Um Milagre em Mim é um apelo a Deus em duas estrofes, para que Ele invista seu poder na pessoa e mude sua estrutura, as bases de sua moral, de seus desejos, sentimentos e atitudes, para que o transforme em um santo.

     

    Entra na minha casa

    Entra na minha vida

    Mexe com minha estrutura

    Sara todas as feridas

    Me ensina a ter santidade

    A louvar Somente a Ti

    Porque o Senhor é meu bem maior

    Faz um milagre em mim”

     

    Eu não consigo entender que isso seja possível. Deus a todo instante na bíblia fala que tudo pode, convence as pessoas usando todos os artifícios, mas o ato de optar por Deus, de seguir o seu caminho é individual, faz parte do famoso livre arbítrio.

    Vamos até a bíblia, Moisés era gago, criado por ricos, desterrado. Deus o chamou, fez bastão virar cobra, tocou fogo em arbusto, usou de toda a estrutura midiática disponível para convencer Moisés. O gago só foi liderar o povo judeu quando se convenceu disso. Deus não colocou a vontade no peito dele.

    A música é muito bonitinha, mas se é para se aproximar de Deus mesmo, é melhor parar de furar fila, de subornar pessoas, é melhor começar a pagar salário justo aos seus empregados, se tornar uma pessoa honesta, cuidar da sua família.

    Quer um milagre, quer esse milagre? Faça você mesmo!



    Escrito por Gustavo Raft às 11h04
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    Psicodelismo evangélico

     

    "A experiência psicodélica é caracterizada pela percepção de aspectos mentais originalmente desconhecidos por parte do indivíduo em questão. Os estados psicodélicos fazem parte do espectro de experiências induzidas por substâncias psicodélicas. Neste mesmo campo de estados, encontram-se as alucinações, distorções de percepção sensorial, sinestesia, estados alterados de consciência e, ocasionalmente, estados semelhantes à psicose e ao êxtase religioso."

    Tenho ouvido uma música muito inquietante pelas ruas e hoje resolvi procurar na net para ouvir com calma e ler a letra. Trata-se de Apocalipse, interpretada por uma cantora gospel de nome Damares.

    Poderia ser mais uma música exagerada e fanática de louvor a Deus. Poderia ser apenas mais uma daquelas músicas, em quase histeria, de tornar público a auto afirmação do amor e da fé em Deus. Mas essa música louva o sofrimento, louva a destruição da humanidade. Se é um louvor a Deus é um deus que desconheço, rancoroso e perverso.

    Ouvindo os trechos da música na rua já não havia gostado, mas quando fui ouvir em casa... fiquei deprimido. Que coisa horrível! Ela se empolga justo nas partes de maior devaneio destrutivo, aniquilador. Acho que essa música deve ter uma versão original austríaca, a mãe de Hitler cantava para ele dormir quando criança. Fico pensando como uma pessoa chega a pensar assim. Pense que se não tivesse Deus na letra, o Ministério Público poderia processar a tal Damares.

    Eu achava que já tinha visto tudo quando tocaram ao meu lado a música Raparigueiro do Saia Rodada, aquela do refrão “Mas não tem problema não alugo um caminhão mando pro cabaré loto ele de mulher e saio pra vadiar”. Mas essa ode à hecatombe e ao genocídio ultrapassa qualquer limite.

    E no final, ao lado de Deus não estarão os homens honestos, humildes, puros de coração, estará a Igreja.

    Quer ficar revoltado comigo? Ouve lá...

    http://letras.terra.com.br/damares/1222707/



    Escrito por Gustavo Raft às 22h59
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    UM NOVO CAMINHO

     

    "Urubus pairam sobre o centro da cidade. No meio da rua, por trás da prefeitura, outras aves rapinam um resto de peixe ou fatos de boi em disputa com os cachorros. A cidade tem poucas ruas pavimentadas, nelas, lama e areia se acumulam escondendo as pedras do calçamento. O lugarejo é destino de aventureiros e corredores de rally. Talvez essa a irônica explicação para tantos buracos, e entre uma cratera e outra...um quebra molas.

    Parece que falamos de alguma cidade abandonada no fim de uma estrada de piçarra. Parece que falamos de um lugar tão distante, que a grande mão das benfeitorias públicas e ações do governo não conseguem alcançar. Não! Nada disso! Nossa cidade é Barreirinhas, o portal dos Lençóis Maranhenses, um dos mais lindos cartões postais do mundo.

    Disputada por turistas do mundo inteiro, um dos principais destinos do Maranhão, a beleza natural da moda, Barreirinhas consegue sofrer. O sofrimento chega pela mão do homem, sofre como um ébrio de amor, abandonada por sua administração municipal.

    Meses de salário atrasado, com uma estrutura administrativa débil, e a mais completa ausência de poder público geraram em Barreirinhas um fato no mínimo curioso, lá o prefeito não anda com bajuladores, não é incomodado, passeia pelas ruas como um turista, desconhecido, ninguém reclama, ninguém cobra nada, ninguém dá bom dia, ninguém fala com ele."

    Escrevi esse texto acima quando morava em Barreirinhas no ano passado. Nesse primeiro semestre de 2009 algumas coisas mudaram, para pior. Mas ontem a luz no fim do túnel brilhou de verdade. Tomou posse como prefeito, o então deputado federal Albérico Filho.

    Assim como a cidade, eu conheci Albérico durante a minha estada de um ano e meio em Barreirinhas. Conheci um político com vontade de mostrar serviço. Um homem que não nega suas raízes de parentesco com Sarney, mas que visivelmente tem uma autêntica ânsia de colocar em prática um idealismo desenvolvimentista na cidade portal dos Lençóis.

    Eu acredito que este cenário, visto um dia em Barreirinhas, está com seus dias contados. Acredito ainda que o perfil perfeccionista de Albérico aliado ao seu espírito empreendedor vão nos fazer ganhar não apenas um novo balneário, mas também uma nova opção política para o Maranhão.

    Boa sorte Albérico, e muita força, pois a reforma que Barreirinhas precisa é profunda e difícil. Boa sorte Barreirinhas!



    Escrito por Gustavo Raft às 18h27
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